Jorge Jesus regressa ao Benfica? Treinador já reagiu aos rumores

Depois da conquista do campeonato saudita pelo Al Nassr, Jorge Jesus confirmou a saída no final da época e deixou várias pistas sobre o futuro.
“Ganhei em Portugal, no Brasil, na Arábia. O único país onde não fui campeão, mas ganhei a Taça foi na Turquia, no Fenerbahçe. Se calhar, tenho uma história para acabar. É uma das possibilidades que eu tenho. Já houve outra equipa da Turquia, Galatasaray ou Besiktas, que me fez um convite, mas está nos segredos dos deuses. Vou pensar. Vou a Portugal passar três dias de férias e depois penso ir para o Brasil passar uns dias. Para o ano, logo vemos onde é que eu vou cair”, afirmou.
O treinador português afastou a hipótese de regressar ao Brasil ou a Portugal por razões práticas e financeiras. “Penso que não volto ao Brasil. Só posso treinar o Flamengo ou a seleção, que está fora de hipóteses neste momento. Eu não quis ser selecionador brasileiro em janeiro do ano passado porque estava muito fiel ao Al Hilal. Tinha o Mundial de Clubes e a Champions que queria ganhar, mas acabei por não conseguir nem uma coisa nem outra. São decisões que tens de tomar na vida. Em junho, tenho de decidir a minha vida e vou tomar uma opção. Preciso de estar num país desportivamente muito bom. Financeiramente, foi muito bom estar na Arábia Saudita, mas também preciso de ter uma vida social e de ter amigos.”
Sobre um eventual regresso a Portugal, foi igualmente direto. “Vamos imaginar que eu regressava a Portugal, o que é impossível. Eu só regressaria pela parte desportiva porque financeiramente não há hipótese. Ganho mais num mês aqui do que num ano em Portugal. Ganhei muitos títulos no Benfica mas nunca tive um estádio inteiro a gritar por mim como aqui, na Turquia e no Brasil… É uma das minhas mágoas. Eu tenho bem ciente o que é que quero. O Benfica é um grande clube, tenho um grande orgulho de ter treinado o Benfica e sou o treinador com mais títulos lá, mas neste momento está fora de questão.”
Jorge Jesus abordou ainda a possibilidade de substituição por Pep Guardiola. “Ele é que tem de ter orgulho se me vier substituir, não sou eu que tenho de ter orgulho se ele vier.”
Sobre o futuro imediato, reforçou a decisão de sair da Arábia Saudita e a necessidade de escolher bem o próximo projeto. “O futebol é a minha paixão. Também perco, mas a maior parte das vezes ganho. Quando acabam os projetos, normalmente tenho muitas hipóteses para escolher. Nenhum clube na Europa tem capacidade para me pagar o meu contrato na Arábia Saudita. É verdade que eu não vou continuar na Arábia Saudita, mas vamos ver. Continuo com uma grande capacidade intelectual e física. Isto é a minha vida.”