Morreu Nuno Morais Sarmento, antigo ministro da Presidência, aos 65 anos

O antigo ministro da Presidência Nuno Morais Sarmento morreu na última noite, aos 65 anos. Foi encontrado sem vida na sua casa, em Lisboa.
A notícia é avançada pela CNN Portugal, que dá conta de que, nos últimos anos, o antigo governante foi submetido a 12 operações, na sequência de um cancro no pâncreas. O diagnóstico levou também a que o ex-ministro fosse submetido a um longo período de internamento hospitalar, que durou quase dois anos. Foi em 2023 que revelou que sofria desta doença.
No ano seguinte, em agosto, foi nomeado presidente da Fundação Luso-Americana para o mandato de 2024 a 2029, mas, deixou o cargo em janeiro, justificando que não reunia as condições “pessoais e de saúde necessárias” para se manter.
Na mesma altura, foi também comentador televisivo, fazendo parte, de forma regular, do Jornal da CNN Portugal com o seu espaço de análise “Mais Positivo.”
Nuno Morais Sarmento nasceu em Lisboa, a 31 de janeiro de 1961, tendo-se licenciado em Direito, em 1984, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Em 1996, pós-graduou-se em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa.
Foi militante da Juventude Social Democrata e, posteriormente, vice-presidente Comissão Política Nacional do Partido Social Democrata (PSD) entre 2002 e 2005.
Já em termos de funções governamentais, ocupou o cargo de ministro da Presidência no XV Governo Constitucional, chefiado por José Manuel Durão Barroso entre 2002 e 2004. Depois, fez também parte do XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes. Aí, foi ministro de Estado e da Presidência, entre 2004 e 2005. Foram dois executivos de coligação PSD/CDS-PP.
No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e, mais recentemente, de Rui Rio.
Para além dos cargos no Executivo, foi também membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais, representou Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen e assumiu o cargo de vogal do Conselho Superior do Ministério Público.
Presidiu ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD entre 2008 e 2010, sob a liderança de Manuela Ferreira leite, tendo apoiado Paulo Rangel, agora ministro dos Negócios Estrangeiros, nas eleições diretas do partido em 2010, disputa esta que foi vencida por Pedro Passos Coelho.
