Vitinha quebra silêncio sobre o Real Madrid e afirma “Seria estúpido”

Vitinha concedeu uma extensa entrevista ao mais recente episódio do programa ‘Soltinhos pelo Mundo’, emitido pelo Canal 11, na qual quebrou o silêncio a propósito dos rumores que se têm vindo a multiplicar, ao longo dos últimos meses, sobre a possibilidade de vir a trocar o Paris Saint-Germain pelo Real Madrid.
“Eu acho que não é o melhor para mim, neste momento. Eu sinto-me super bem, aqui, no PSG. Como já disse ao longo desta entrevista, e é do coração, sinto que as pessoas daqui gostam muito de mim, sinto que fiz por merecer esse amor, também, e esse carinho. Adoro esta aqui, a minha família adora estar aqui”, começou por afirmar.
“Sentimo-nos bem aqui, não só em termos de viver, na casa, mas também eu, no dia a dia, no trabalho que tenho, com um centro de treino que tem condições fantásticas. Temos um grupo fantástico, um treinador incrível. Seria estúpido se mudasse”, acrescentou o internacional português, de 26 anos de idade.
Formado no FC Porto, o médio teve de ‘suar’ para se afirmar ao mais alto nível, de tal maneira que o então treinador, Sérgio Conceição, só lhe deu uma oportunidade para se afirmar depois de uma pouco feliz temporada de 2020/21, na qual foi emprestado ao Wolverhampton, onde acabou por ser utilizado em apenas 22 jogos oficiais.
Ainda assim, acabou por agarrar esta chance com ‘unhas e dentes’. Na campanha seguinte, alcançou a titularidade absoluta, e, depois de ter somado quatro golos e quatro assistências ao cabo de 47 partidas, foi vendido para o PSG (clube com o qual tem contrato válido até junho de 2029), a troco de uma verba na ordem dos 40 milhões de euros.
“Não gosto de dizer que sou o melhor. Parece-me sempre arrogante”
Nesta mesma entrevista, Vitinha recusou atribuir a si mesmo o título de melhor médio do mundo: “Considero-me, neste momento, um dos melhores. Não gosto de dizer que sou o melhor. Parece-me sempre arrogante, porque não passa de uma opinião. Quando tens médios de alto nível, assim, os dois, os três ou os quatro a jogar a um nível de topo durante bastante tempo, vai sempre para a opinião, para os títulos coletivos…”.
“Então, eu nunca vou dizer, e não me sinto bem em dizer que sou o melhor, mas sei que estou lá. Sei que, pelo menos, estou nesse lote, e sem dúvida que me incluo aí. Pelo que tenho feito, neste últimos dois anos, e mais recentemente neste último ano, sem dúvida que me coloco aí”, refletiu.
A terminar, aceitou o desafio de eleger os maiores craques da atualidade no setor intermédio do terreno: “Provavelmente, iria pôr lá o Pedri, porque, realmente, é mágico, é espetacular vê-lo jogar, também, e, quando joguei contra ele, consegui perceber isso de perto. Já sabia, dá para ver na televisão, mas, quando estás a jogar contra, já sabes, mas, mesmo assim, é difícil. Acho que é realmente fantástico. Depois, ali no top3, pesa-me aqui um bocadinho, é difícil. Eu punha o João [Neves] e o Bruno [Fernandes]. Os dois, ali, comigo e com o Pedri, portanto, não faço um top3, faço um top4, e podemos jogar a quatro, num losango”.